2 de ago de 2012

Olhando para fora!


Por Fábio Della Pasqua

Ao ligarmos a televisão nos deparamos diariamente com programas que enfatizam a fama, o poder, o dinheiro e o prestígio. As pessoas são induzidas a buscar isso para alcançar a felicidade. Os veículos de comunicação e a sociedade apregoam que para sermos bem sucedidos temos que possuir influência e poder. Com isso, as pessoas acabam empregando esse conceito de sucesso e usam os que estão ao seu redor para realizarem seus sonhos e alcançarem seus objetivos.
Deus porém, se preocupa com coisas totalmente diferentes e avalia nosso sucesso pessoal de uma outra maneira. Se pararmos por um momento e analisarmos a vontade de Deus para o homem, veremos que ele nos criou para fazermos exatamente o contrário do que é ensinado por aí. Nossas capacidades específicas podem ajudar muitas pessoas a resolverem problemas e conflitos em diferentes áreas. Pierre de Chartin declarou: “Não existe nada que nos satisfaça mais na vida do que a nossa capacidade de dar boa parte de nós mesmos aos outros”.

Vejamos algumas características encontradas em pessoas que entendem o propósito de Deus para suas vidas:

Elas tem disposição para ajudar: Estão sempre disponíveis. Mesmo quando não lhes é conveniente, interrompem sua rotina e estendem a mão ao próximo. Alegram-se em poder colaborar.
Carl Reilland declarou: “Você será feliz na mesma proporção em que tiver sido útil”.

Elas prestam atenção às necessidades: Estão sempre atentas e não desperdiçam seu tempo e nem as oportunidades. Sempre que podem, fazem o bem sem olhar a quem. Não dizem que mais tarde farão algo a respeito. Levantam-se e colocam a mão na massa. O Livro de Provérbios afirma: “Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados!”   Pv 14:21

Elas fazem sempre o melhor possível: Não dão desculpas, não deixam para a última hora, dizendo “um dia desses” ou “na hora certa”. Não esperam um clima favorável ou uma conjunção de acontecimentos.  Se uma tarefa deve ser feita, arregaçam as mangas e começam a trabalhar, pois sabem que antes de tudo estão servindo a Deus.
Como disse John Wesley: Faça todo o bem que puder, com todos os recursos que dispuser, de todas as formas que puder, em todos os lugares que puder, sempre que puder, a todas as pessoas que puder, enquanto você puder.

Elas são confiáveis e responsáveis: Sempre cumprem seus compromissos e sua responsabilidades, bem como suas promessas. Aplicam aquilo que diz a Regra de Ouro: “tratar os outros como gostaria de ser tratado.”
Coisa incomum nos tempos que correm, onde não existem mais escrúpulos. Onde as palavras não valem mais nada e os acordos são desfeitos sem a menor hesitação ou arrependimento.

Elas são discretas: Não se promovem ou chamam a atenção para si. Entendem que serão reconhecidas pela ajuda e serviço que prestaram, sem que a notoriedade os desvie de seu trabalho. Jesus sempre reprovou o reconhecimento público alertando:“Tenham cuidado de não praticar os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros. Se vocês agirem assim, não receberão nenhuma recompensa do Pai de vocês que está no céu.”  Mt 6:1
Portanto, ser o centro das atenções não deve ser nosso objetivo. É preferível ser um anônimo importante para Deus e influente para os outros do que uma celebridade egoísta que não conhece ao Senhor e que não ajuda os demais.

Conclusão:
Existe algo maravilhoso que alguém pode fazer para Deus: Ser bondoso com os filhos dele. Quando dividimos algo com alguém, em vez de perdermos, acrescentamos ainda mais à nossa vida. John Mason escreveu: “Quem semeia a bondade usufrui uma colheita eterna.
Não sabe por onde começar a ser benção para os outros? Experimente fazer aquilo que ninguém mais quer fazer. Deus está observando a sua atitude.